WWE: AJ Styles em podcast: Ensaios: não é o Wrestling, são as Câmaras
O "Fenomenal" não tem papas na língua quando o assunto é a evolução (ou a involução) da arte no ringue. No seu podcast,
Para Styles, a velha escola de "chamar o combate no ringue" está a tornar-se uma espécie em extinção.
Menos Repetições, Menos Improviso
Antigamente, o plantel da WWE trabalhava quase todas as noites em cidades diferentes. Essa rotina permitia que os lutadores enfrentassem uma enorme variedade de oponentes, ganhando uma "quilometragem" que hoje é rara.
"É difícil agora," explicou Styles. "Os veteranos diziam 'miúdo, chamamos isso lá dentro', mas eles lutavam com tanta gente diferente que a química era quase automática. Hoje, sem tantos eventos ao vivo, os lutadores não têm essas repetições juntos."
Sem essa rodagem constante, torna-se muito mais complicado ajustar um combate de forma orgânica, forçando o talento a confiar em sequências pré-planeadas para garantir que tudo corre bem.
A Complexidade do Wrestling Moderno
AJ Styles também destacou que o estilo atual é muito mais exigente e técnico do que o de gerações passadas. Se antigamente um combate se baseava em headlocks e suplexes básicos, hoje o nível de acrobacia e risco é incomparável.
Acrobacias vs. Simplicidade: Movimentos como mergulhos para fora do ringue e sequências complexas exigem uma coordenação que dificilmente pode ser improvisada sem erros graves.
A "Métrica" da TV: Os limites de tempo rigorosos da televisão moderna não deixam margem para os lutadores "sentirem" o público e prolongarem ou encurtarem segmentos à sua vontade.
Ensaios: Não é o Wrestling, são as Câmaras
Uma das revelações mais curiosas de Styles foi sobre o que realmente acontece nos ensaios antes dos grandes shows. O objetivo não é "treinar" a luta em si, mas sim garantir a perfeição visual para quem vê em casa.
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Achas que a perda do improviso torna o wrestling menos "mágico", ou a precisão dos combates modernos compensa essa falta de espontaneidade?
