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Caso Vince McMahon: Processo por abuso sexual pode ser decidido em arbitragem confidencial

O polémico processo judicial que envolve o fundador da World Wrestling Entertainment, Vince McMahon, poderá deixar as salas de tribunal públicas e transitar para um sistema de arbitragem à porta fechada. A informação consta de um novo documento submetido num tribunal federal no estado de Connecticut.

Discussões ativas para evitar julgamento público

A ação legal foi movida por Janel Grant, uma antiga funcionária da WWE, que acusa o ex-líder da empresa de agressão sexual e de a forçar a manter relações íntimas com ele e com outros executivos da companhia como condição essencial para preservar o seu posto de trabalho.

Num requerimento conjunto apresentado na passada quinta-feira, os advogados de ambas as partes solicitaram ao juiz o adiamento de uma audiência agendada para a próxima terça-feira.

"As partes encontram-se em discussões ativas com vista a um potencial acordo para submeter o litígio a uma arbitragem confidencial, o que tornaria as atuais moções sem efeito", detalha o documento legal. "Este pedido é feito de boa-fé, visando evitar o consumo desnecessário de recursos do Tribunal e das partes envolvidas, permitindo o foco total no avanço do potencial acordo de arbitragem."

O requerimento solicita um prazo de 21 dias para que as equipas jurídicas possam apresentar um relatório conjunto sobre o ponto de situação das negociações. Relembre-se que a arbitragem é um mecanismo legal de resolução de conflitos fora dos tribunais tradicionais, conduzido por um árbitro terceiro. Embora as decisões sejam vinculativas, o processo decorre sob total sigilo.

O histórico das graves acusações

Janel Grant, que ingressou na WWE em 2019, avançou com o processo por abusos sexuais contra Vince McMahon em 2024. A queixa descreve de forma pormenorizada diversos incidentes explícitos que teriam ocorrido na sede da empresa em Stamford, incluindo um episódio em que a queixosa alega ter sido violada por McMahon e por um segundo indivíduo num gabinete fechado, enquanto outros funcionários trabalhavam nas secretárias adjacentes. A antiga colaboradora abandonou a estrutura em 2022, após assinar um acordo de confidencialidade estipulado em 3 milhões de dólares.

As denúncias iniciais surgiram a público através de uma investigação do jornal Wall Street Journal, que expôs pagamentos superiores a 12 milhões de dólares efetuados por Vince McMahon a quatro mulheres ao longo de 16 anos, com o intuito de abafar casos de má conduta e infidelidade, culminando no anúncio da sua retirada da gestão da WWE em julho de 2022.

A queixa-crime original também visava John Laurinaitis, antigo diretor de relações com talentos e Diretor-Geral da marca. No entanto, os registos oficiais do tribunal confirmam que John Laurinaitis foi formalmente removido do processo judicial no decorrer do ano passado, deixando o foco legal centrado no antigo homem-forte da WWE.

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